domingo, 15 de maio de 2011

Solução - 8 Propostas

"Uma Europa baseada na solidariedade e cooperação deve permitir virar as costas à competição e à concorrência, que empurram "para baixo". A lógica neoliberal levou à crise e revelou o fracasso. Ela fez descer os indicadores sociais: menos bem-estar, menos empregos, menos serviços públicos. Os poucos que têm lucrado com esta crise têm-no feito por desrespeito dos direitos da maioria. Os culpados ganham, as vítimas pagam! Essa lógica que subjaz a todos os textos fundadores do Pacto de Estabilidade e Crescimento da UE na liderança deve ser posta em causa: ela não é mais sustentável. Uma outra Europa baseada na cooperação entre os Estados e na solidariedade entre os povos deve tornar-se a prioridade. Para tal, a política orçamental e fiscal não deve ser uniforme porque as economias europeias têm grandes diferenças, mas coordenada, para que finalmente surja uma solução "para cima"."
Eric Toussaint

1. Realizar uma auditoria da dívida pública a fim de anular a parte ilegítima.
2. Parar os planos de austeridade, pois são injustos e aprofundam a crise.
3. Estabelecer uma verdadeira justiça fiscal europeia e uma redistribuição justa da riqueza. Proibir as transacções com paraísos fiscais e legais. Lutar contra a fraude fiscal em massa das grandes empresas e dos mais ricos.
4. Regular os mercados financeiros, nomeadamente através da criação de um cadastro de detentores de títulos, da proibição de vendas a descoberto e da especulação numa série de áreas. Criar uma agência pública europeia de avaliação.
5. Transferir sob controlo dos cidadãos os bancos para o sector público.
6. Socializar as numerosas empresas e serviços privatizados desde 1980.
7. Reduzir drasticamente o tempo de trabalho para criar empregos aumentando salários e pensões em paralelo.
8. Repensar democraticamente uma outra União Europeia baseada na solidariedade.


domingo, 10 de abril de 2011

The Social Animal - David Brooks

"We have the concepts of the ancient morality of virtue, honor, goodness, but we no longer have a system by which to connect them." Alasdair MacIntyre



Precisamos de um novo humanismo. De perceber que estamos todos conectados e que o sistema vigente separa e individualiza as pessoas.
Os recentes acontecimentos mundiais são indícios que algo transformador está a chegar. Nos próximos tempos o mundo vai mudar seriamente.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

segunda-feira, 21 de março de 2011

"O Anti-Édipo tem como subtítulo Capitalismo e esquisofrenia."

Mesmo livro, cap. 30: Capitalismo e esquizofrenia, com Felix Guattari (1972).

Questão: "O Anti-Édipo tem como subtítulo Capitalismo e esquisofrenia. Qual é a razão disso? Vocês partiram de quais idéias fundamentais?

A idéia fundamental talvez seja a seguinte: o inconsciente “produz”. Dizer que ele produz significa que é preciso parar de tratá-lo, como se o fez até então, como uma espécie de teatro onde se representaria um drama privilegiado, o drama de Édipo. Nós pensamos que o inconsciente não é um teatro, mas antes uma usina. Artaud disse algo belíssimo sobre isso. Ele disse que o corpo, e acima de tudo o corpo doente, é como uma usina superaquecida. Não um teatro, portano. Dizer que o inconsciente “produz”, significa dizer que ele é uma espécie de mecanismo que prodiz outros mecanismos. Para nós, isso quer dizer que o inconsciente nada tem a ver como uma representação teatral, mas como algo que poderíamos chamar de “máquinas desejantes”. É preciso que nos entendamos sobre o termo “mecanismo”. Como teoria biológica, o mecanismo nunca soube compreender o desejo. Ele o ignora, fundamentalmente, porque não consegue integrá-lo em seus modelos. Quando falamos de máquinas desejantes, do inconsciente, do incosciente como um mecanismo de desejo, queremos dizer algo bem diferente. Desejar consiste no seguinte: fazer cortes, deixar correr alguns fluxos, antecipá-los, cortar as cadeias nas quais eles se enlaçam. Todo esse sistema do inconsciente ou do desejo que corre, que corta, que deixa correr, esse sistema absolutamente literal do inconsciente, ao contrário do que pensa a psicanálise tradicional, esse sustema nada significa. Não há ai nenhum sentido, nenhuma interpretação a ser dada, isso não quer dizer nada. O problema é saber como funciona o incosciente. É um problema de uso das máquinas, de funcionamento das “máquinas desejantes” (...).”

Gosto da parte que ele diz que o sistema absolutamente literal. Abaixo aos papais e mamães, e interpretações singulares... quero frango assado no mínimo...

Parabéns pelo blog.


Nota: Esta publicação foi-me pedida pelo meu amigo Ennio, em forma de resposta ao mister Huguinni.