sábado, 28 de maio de 2011

PIIGS

"The official approach, Plan A, has been to pretend that these economies suffer a liquidity crunch, not a solvency problem, and that the provision of bailout loans - together with fiscal austerity and structural reforms - can restore debt sustainability and market access.

This "extend and pretend" or "lend and pray" approach is bound to fail because, unfortunately, most of the options that indebted countries have used in the past to extricate themselves from excessive debt are not feasible.

For example, the time-honoured solution of printing money and escaping debt via inflation is unavailable to the PIIGS, because they are trapped in the euro zone straitjacket."

Nouriel Roubini and Stephen Mihm

Texto de leitura completamente obrigatória. Um dos homens que previu a crise do "Subprime" (Roubini) escreve sobre a crise de dívida soberana do PIIGS.
Deixemos de falar que é radical estruturar a dívida. Portugal, no colete de forças que é o Euro, tem falta de instrumentos de Politíca Económica para conseguir sair da situação em que está. Mais tarde ou mais cedo (como já está a acontecer na Grécia) não vamos conseguir pagar os nossos compromissos. As medidas de austeridade levam a que o país não cresça, tornando impossível o pagamento da dívida que se efectua. A única solução é criar mais dívida para pagar a dívida anterior. Isto é uma espiral que acaba quando a confiança acaba.

domingo, 15 de maio de 2011

Solução - 8 Propostas

"Uma Europa baseada na solidariedade e cooperação deve permitir virar as costas à competição e à concorrência, que empurram "para baixo". A lógica neoliberal levou à crise e revelou o fracasso. Ela fez descer os indicadores sociais: menos bem-estar, menos empregos, menos serviços públicos. Os poucos que têm lucrado com esta crise têm-no feito por desrespeito dos direitos da maioria. Os culpados ganham, as vítimas pagam! Essa lógica que subjaz a todos os textos fundadores do Pacto de Estabilidade e Crescimento da UE na liderança deve ser posta em causa: ela não é mais sustentável. Uma outra Europa baseada na cooperação entre os Estados e na solidariedade entre os povos deve tornar-se a prioridade. Para tal, a política orçamental e fiscal não deve ser uniforme porque as economias europeias têm grandes diferenças, mas coordenada, para que finalmente surja uma solução "para cima"."
Eric Toussaint

1. Realizar uma auditoria da dívida pública a fim de anular a parte ilegítima.
2. Parar os planos de austeridade, pois são injustos e aprofundam a crise.
3. Estabelecer uma verdadeira justiça fiscal europeia e uma redistribuição justa da riqueza. Proibir as transacções com paraísos fiscais e legais. Lutar contra a fraude fiscal em massa das grandes empresas e dos mais ricos.
4. Regular os mercados financeiros, nomeadamente através da criação de um cadastro de detentores de títulos, da proibição de vendas a descoberto e da especulação numa série de áreas. Criar uma agência pública europeia de avaliação.
5. Transferir sob controlo dos cidadãos os bancos para o sector público.
6. Socializar as numerosas empresas e serviços privatizados desde 1980.
7. Reduzir drasticamente o tempo de trabalho para criar empregos aumentando salários e pensões em paralelo.
8. Repensar democraticamente uma outra União Europeia baseada na solidariedade.